Mercado imobiliário e construção civil: o que esperar de 2027? Após um 2026 de juros elevados, custos pressionados e crescimento nas vendas, o setor começa a olhar para 2027 com expectativa de novas oportunidades.
O mercado imobiliário brasileiro demonstrou resistência em 2026, mesmo diante das dificuldades econômicas e do crédito mais caro. Para a RSC Construtora e Incorporadora, o momento representa uma fase de adaptação e preparação: empresas que investirem em planejamento, qualidade e controle financeiro poderão encontrar boas oportunidades no próximo ano.
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil registrou 226.536 imóveis residenciais novos vendidos no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,4% em comparação com o mesmo período de 2025. O programa Minha Casa, Minha Vida teve participação expressiva, representando 58% dos lançamentos no segundo trimestre. Os números mostram que, apesar dos juros elevados, a procura por moradia continua movimentando o setor.
Um dos principais desafios foi o financiamento imobiliário. Em setembro, as taxas médias anuais nas operações com recursos regulados e correção pela TR variavam de aproximadamente 7,98% na Caixa a 11,87% no Itaú. Para 2027, o Boletim Focus, do Banco Central, aponta expectativa de redução da Selic de 13,50% no encerramento de 2026 para 12,50% ao final de 2027. Se confirmada, essa trajetória poderá favorecer o crédito e estimular novos negócios, embora não represente uma redução automática dos juros imobiliários.
Outro ponto de atenção é o custo de construir. De acordo com o IBGE, o custo nacional da construção chegou a R$ 1.999,73 por metro quadrado em setembro de 2026, acumulando alta de 6,81% em 12 meses. Isso reforça a necessidade de orçamentos bem elaborados e gestão eficiente das obras.Para 2027, a perspectiva é de um mercado com potencial de crescimento, especialmente nos segmentos habitacional, residencial e de reformas. Entretanto, o desempenho dependerá da evolução dos juros, da inflação e da capacidade de compra das famílias.
Na avaliação da RSC Construtora e Incorporadora, o próximo ano poderá favorecer empresas preparadas para crescer com responsabilidade, sem abrir mão da qualidade e da segurança financeira. Mais do que construir novos imóveis, o desafio será construir bons negócios em um mercado cada vez mais competitivo.
