O primeiro turno das eleições gerais de 2026 terminou neste domingo (4) com uma disputa direta entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Presidência da República.Na totalização nacional, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. Como nenhum dos dois alcançou mais de 50% dos votos válidos, a eleição será decidida em segundo turno, marcado para 25 de outubro. O resultado oficial é divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O resultado evidencia uma eleição altamente polarizada. Flávio teve desempenho especialmente forte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula manteve sua principal força eleitoral no Nordeste. No Sudeste, Flávio terminou à frente na região, embora São Paulo tenha apresentado uma disputa mais equilibrada e Lula tenha vencido na capital paulista.
Sudeste: força da direita nos governos estaduais
Entre os quatro estados do Sudeste, dois governos foram definidos já no primeiro turno.Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito com 62,65% dos votos válidos, resultado que representa uma das maiores votações já obtidas por um governador no estado desde a redemocratização.
Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador no primeiro turno, com 55,41% dos votos válidos. Patrus Ananias (PT) terminou em segundo, com 26,28%.
No Rio de Janeiro, a disputa continuará no segundo turno. Douglas Ruas (PL) terminou em primeiro, com 49,27%, seguido por Eduardo Paes (PSD), com 42,76%. Os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.No Espírito Santo, a disputa pelo governo também terá segundo turno.
Senado também mostra avanço da direita
O resultado para o Senado reforçou a mudança no equilíbrio político nacional. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras que estavam em disputa e passará a ter a maior bancada da Casa, com 28 senadores a partir da nova legislatura.
No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram resultados especialmente favoráveis ao PL.Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos para as duas vagas do estado. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas cadeiras.
Minas Gerais apresentou um cenário diferente: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) foram eleitos, garantindo uma vaga para a direita e outra para o campo político ligado ao presidente Lula.
No Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos) foram os vencedores.
Câmara dos Deputados
A eleição para deputado federal também apontou crescimento significativo da direita. O PL elegeu 121 deputados federais em todo o país, formando a maior bancada da Câmara, enquanto Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou como o deputado federal mais votado do Brasil, superando a marca de 3,1 milhões de votos. Lucas Pavanato (PL-SP) também ultrapassou a marca de 3 milhões de votos.
No Sudeste, os resultados tiveram destaques importantes. Em São Paulo, Lucas Pavanato foi o deputado federal mais votado, com mais de 3 milhões de votos. No Rio de Janeiro, Dr. Luizinho (PP) liderou a votação individual para a Câmara, seguido por Rick Azevedo (PSOL) e Lindbergh (PT). No Espírito Santo, Lucas Polese (PL) foi o mais votado.Os números mostram que, além da disputa presidencial, o eleitorado brasileiro também produziu uma mudança importante na composição do Congresso
Nacional, com o fortalecimento das bancadas de direita.Agora, a atenção se volta para o segundo turno. Flávio Bolsonaro e Lula terão três semanas para buscar novos apoios e conquistar os eleitores que ficaram fora da disputa direta pela Presidência.
A decisão final está marcada para 25 de outubro.
