Caracas / Washington D.C. – Na madrugada deste sábado, uma operação militar dos Estados Unidos contra alvos na Venezuela culminou, segundo declarações oficiais americanas, na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A ação representa uma escalada dramática nas tensões entre Washington e Caracas e marca um dos episódios mais contundentes já registrados entre os dois países na história recente.

De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, postado em suas redes sociais, a ofensiva incluiu “ataques em larga escala” e envolveu tropas especiais da unidade Delta Force, uma força de operações especiais do Exército norte-americano, tradicionalmente empregada em missões de alto risco. A operação teria sido conduzida com ataques aéreos e incursões em pontos estratégicos da capital Caracas.
Após a ação, Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram capturados e removidos do território venezuelano por via aérea, sem, contudo, divulgar o destino final ou como será o tratamento judicial dos detidos. Uma coletiva de imprensa foi anunciada para mais tarde hoje, onde mais detalhes devem ser apresentados pelas autoridades norte-americanas.
A resposta oficial do governo venezuelano até o momento foi de negação de informações sobre o paradeiro de Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu uma prova de vida do presidente e da primeira-dama, afirmando que não há confirmação interna sobre o estado ou a localização dos dois.
Líderes de países vizinhos e organizações internacionais também já começaram a se pronunciar. Governos como o de Cuba e de Colômbia criticaram a intervenção americana, classificando-a como violação de soberania e pedindo respostas claras sobre os acontecimentos. Já em outras capitais, há preocupação com potenciais desdobramentos geopolíticos e humanitários na região.
A Venezuela enfrenta uma prolongada crise política, econômica e social há anos, com Maduro no poder desde 2013, após suceder Hugo Chávez. O regime de Maduro vinha sendo acusado por Washington e aliados de práticas antidemocráticas, repressão interna e envolvimento em narcotráfico, o que gerou sanções e tensões crescentes entre os dois países ao longo da última década.

CBS NewsEspecialistas em relações internacionais avaliam que a captura de um chefe de Estado por forças estrangeiras, caso confirmada de forma independente, seria um evento sem precedentes na América Latina recente e pode desencadear uma série de consequências legais, diplomáticas e humanitárias nos próximos dias. Entre os pontos em destaque estão a legitimidade da ação segundo o direito internacional, potenciais respostas militares ou políticas de aliados de Caracas e o futuro político imediato da Venezuela.
